Carta da filha de Genoíno

 

Peço licença para filha do companheiro Genoíno para antes de seu texto colocar uma frase do Presidente LULA no seu discurso dutante o 3 Congresso:

 

"Somos mais atacados pelos nossos méritos que por nossos erros. Não temos de quê nos envergonhar. Não tenham medo de ser petistas, de andar com a estrela no peito. O PT é um dos grandes responsáveis pelos passos largos do Brasil rumo à dignidade. E isso também é percebido pelo mundo", afirmou Lula.

 

Genoíno, tenha certeza que você, como também os companheiros Zé Dirceu e João Paulo são o exemplo para milhares de militantes não só do PT mas como da  esquerda da América Latina e onde vocês precisarem estarei lá, porque aprendi com a história de vida de vocês e da nossa que muitos passos largos ainda deverão ser dados rumo ao país que queremos. Por isso Miruna viaje tranquila porque a grande família petista estará com seu pai. Afirmo com orgulho dos meus companheiros e do meu partido, João Bravin.

 

                Acreditar. E vencer.

  Há muitos anos atrás, quando eu ainda era aluna do Logos e nem sonhava em tomar os caminhos que depois surgiram na minha vida, minha mãe veio me contar que meu pai tinha sido convidado para ir à Ilha de Caras com todos nós. E que tinha dito não. Eu fiquei um pouco desapontada, não porque seja fã de tal revista, mas porque imaginava a mordomia e os brindes que poderia conseguir com uns dias naquele paraíso. Quando meu pai chegou de Brasília e eu perguntei o porquê da recusa ele foi taxativo: jamais iria participar de tal ambiente, jamais iria conseguir relaxar no meio de tanto esbanjamento de luxo e dinheiro e não ia deixar que ficassem fotografando a hora dele nadar, comer, ir ao banheiro. Pouco tempo depois encontramos aqui em casa uma caixa, pro meu pai, com um tubinho todo chique, com um convite dentro: era para a festa de lançamento da novela "O Clone", que já tinha acontecido há alguns dias. Novamente indaguei ao meu pai para saber porquê ele não tinha ido (e me levado junto) e a resposta foi bem parecida: não quero estar no meio de uma festa que não significa nada para mim. E ponto.

Durante todos estes anos em que esteve na política, nos altos e baixos, meu pai nunca mostrou qualquer mínimo sentimento de ambição e de ilusão com o poder. Nunca se deixou maravilhar por este mundo das revistas sociais e das ocasiões de luxo e glamour. Nunca teve nem aquela ambição do tipo Odette Roitman, nem aquela pequena, ínfima, que todo mundo tem, de querer ter algumas coisinhas nas nossas vidas. Ele nunca teve isso porque para ele não era o que o movia, não era o que dava sentido à sua vida, à sua história, à sua luta.

O que sempre moveu meu pai foi um sentimento amplo, único, de trabalhar para um bem maior, para algo que pudesse de verdade "melhorar a vida das pessoas", esta era a frase que a gente mais ouvia. Ele sempre me dizia que, desde a época da ditadura, o que sempre deu força para seguir lutando, seguir vivendo, seguir sonhando, era esta certeza de que com a sua luta, seus ideais, as coisas poderiam melhorar, poderiam ser diferentes. E que certamente um dia seriam.

Muito tempo se passou e recebemos esta semana a dura notícia de que meu pai, meu Genoino pai, vai ser processado por corrupção ativa e formação de quadrilha. Durante todo este processo, ele nunca teve muita dúvida de que iria ser condenado pelo STF; ele me dizia: "a mídia não vai deixar eu não ser indiciado...". E assim foi. Tivemos que ler barbaridades, tivemos que agüentar monstruosidades, tivemos que ouvir frases sem lógica como, "é, não tem mesmo provas contundentes para ser condenado, mas vou indiciar...". Que mundo é esse em que mesmo sem provas, uma pessoa é processada por um crime que jamais cometeu?

Desde então temos recebido alguns importantes telefonemas de apoio, de solidariedade, mas também temos recebido telefonemas da nossa velha amiga imprensa. Aquela mesma imprensa que condenou meu pai pelos "dólares na cueca" e depois, quando meu tio foi absolvido, colocou apenas uma nota de rodapé. A mesma imprensa que depois do meu pai ter sido sempre o interlocutor mais fiel, escrevia absurdos nos jornais sem nem ao mesmo realizar um telefonema para checar antes... Esta mesma imprensa que nos fez passar por tudo, desde mobilizar uma multidão na porta da nossa casa para nos xingar, até escrever que meus pais tinham ido ao meu casamento na Espanha com dinheiro do Marcos Valério - não foram capazes de perguntar antes na companhia aérea sobre as 10 parcelas que minha mãe pagou para que eles pudessem estar comigo naquele momento.

Eu nunca serei contra a liberdade de imprensa. Nem eu, nem meus pais, que lutaram, sofreram, foram presos e torturados por defender a liberdade que a ditadura esmagou. Mas não posso ser a favor de ir de um extremo ao outro... Saímos das notícias falsas do regime militar e a omissão sobre os fatos, ao vale tudo da imprensa, que hoje em dia parece conversa de vizinha: ouviram um rumor, já está lá publicado. Sofro com tudo isso porque é a mesma injustiça que, na volta da minha lua-de-mel, fez com que eu fosse deportada: não importam os fatos, não vou checar nada porque eu mesma já decidi que o que você está dizendo é mentira. E o mais triste não é nem isso, alguém ser assim de injusto; o pior é ver um monte de outras pessoas acreditando e se deixando levar pelo movimento.

O que percebo é que as pessoas não são mais inocentes até que se prove o contrário. Estão tratando a todos como se fossem culpados até que se prove o contrário.

Tudo isso me fez lembrar uma passagem do livro "O nome da morte", de Kléster Cavalcanti, que conta a história de um matador de aluguel que por acaso foi quem deu um tiro no meu pai e o prendeu no Araguaia. Quando tudo aconteceu, ele era apenas um jovem de 17 anos que não queria fazer mal a ninguém. E lá foram dizer a ele, para convencê-lo a realizar o tal serviço, de que ele estava ajudando a combater os comunistas terroristas e assim ajudando ao progresso do Brasil. E o tal matador acreditou. Tanto tempo se passou desde esta história, mas parece que muita coisa continua igual... "Eles são corruptos e formaram uma quadrilha!" e um monte de gente vai lá, acredita, se revolta e ainda reclama da demora da justiça, porquê vai demorar tanto tempo para eles serem condenados???? Já existiram tempos em que tudo era mais rápido não é mesmo?

Tudo isso parece um inferno, parece um calvário, mas se querem saber algo, nós não vamos desistir. Acho que a história da minha família é essa, derrubar para dar a volta por cima e vencer, vencer todos os desafios. Nós vamos vencer mais este desafio, vamos lutar até o fim para provar a inocência do meu pai, vamos lutar até o fim para que todos possam perceber que meu pai pode até ter cometido alguns erros políticos, mas que nunca, jamais, cometeu qualquer ação criminal. Jamais.

São muitos os sentimentos que me invadem neste momento porque estou já me despedindo do meu país para voltar para minha casa, que é Sevilha. E o que mais dói dentro de mim é que vou magoada com este meu Brasil, decepcionada com as pessoas, descrente com o que estamos criando por aqui... Espero algum dia conseguir perdoar ou ao menos entender tudo isso... São tantas contradições! Hoje recebi um e-mail amigo com uma defesa ao meu pai feita por um deputado de um partido da oposição, enquanto muitos do próprio PT, muitos amigos de esquerda, parecem hoje ter vergonha de conhecer meu pai, nossa família, de apóia-lo e defendê-lo. De defender a sua história, a sua luta, a sua verdade. Eu não me preocupo porque sei que pra todo mundo chega o momento de pensar, de avaliar, de prestar contas dos seus atos perante uma força maior, seja a força que for, interna, humana, coletiva, divina.

Não vamos desistir. Não vamos desistir, não vamos nos envergonhar e não vamos fraquejar. Nossa união sempre se mostrou imbatível e é ela que vai nos ajudar a vencer tudo isso e a provar que sim, os anos passaram, mas meu pai nunca deixou de ser aquele ser humano determinado, verdadeiro e íntegro, que nos momentos "em alta" não se deixou iludir pelas ilhas de caras da vida e por isso não vai ser agora, um pouco em baixa, que vai se deixar levar pelo mar de injustiça e desrespeito. Ele é maior que tudo isso, eu sei. E nós também, algum dia, seremos.

 



Escrito por Joao do PT às 09h19
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Coordenador de Habitação da Cooperhaf visita o Rio Grande do Norte

 

O Coordenador Nacional de Habitação, Celso Ricardo Ludwig (foto), se encontra desde segunda-feira, dia 03, no Rio Grande do Norte participando  de uma maratona de atividades programadas  pela Cooperativa de Habitação Rural dos Agricultores do Rio Grande do Norte (COOPERHAF-RN), estes compromissos fazem parte da programação estipulada pela coordenação nacional da COOPERHAF em todos os estados onde ela está inserida.

Na segunda-feira, Celso Ricardo Ludwig participou de uma reunião com a Cooperativa de Habitação dos Agricultores Familiares do Rio Grande do Norte (Cooperhaf/RN) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf/RN), onde  apresentou a situação dos projetos de habitação do Estado, com a finalidade de melhorar a estruturação das filiais e agilizar os processos para aimplantação dos projetos de habitação da Cooperhaf/RN. Na reunião, Ludwig informou a situação Nacional da Cooperhaf e explicou a operacionalização dos programas de financiamento de Habitação Rural.

Além disso, Ludwig deu encaminhamentos para a Cooperhaf/RN melhorar a estrutura da filial. Após esta reunião com a Fetraf/RN, Ludwig participou de mais uma reunião com o sub-secretário de Habitação do Rio Grande do Norte Dâmocles Pantaleão Lopes Trinta, para agilizar a data de assinatura do convênio com a Cooperhaf/RN para os Projetos do PSH (Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social - Banco Paulista). “Buscamos acertar esta data que será marcante para 198 famílias que serão beneficiadas pelo PSH Banco Paulista. Acertamos que as obras terão início até o fim de setembro”, disse.

Na terça feira, o mesmo visitou um assentamento no município de Riachuelo e participou da segunda etapa de capacitação que aconteceu em São Paulo do Potengi com os coordenadores municipais de Habitação do Estado. Na quarta feira, Celso Ricardo participou de audiência com o Superintendente do Incra do Estado. Celso Ludwig permanecerá até sexta feira, dia 7 no estado cumprindo agenda de atividades relacionadas à habitação rural.



Escrito por Joao do PT às 08h32
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Representantes da região participaram de capacitação de habitação rural

Os municípios de Apodi, Messias Targino, Janduis, Upanema, Governador Dix –Sept Rosado, Patu, Itaú e Severiano Melo enviaram seus coordenadores de habitação rural para participarem  da segunda etapa de capacitação que reuniu todos os coordenadores de habitação dos municípios do estado em São Paulo do Potengi, na terça e quarta–feira, promovido pela Cooperativa de Habitação Rural dos Agricultores do Rio Grande do Norte (COOPERHAF-RN), o encontro contou  com a participação do Coordenador Nacional de Habitação, Celso Ricardo Ludwig.

Durante o encontro de capacitação foi discutido, o Sistema de Cadastramento de Informática da Cooperhaf, bem como a importância do tema "Habitação Rural" para o estado. Outra definição foi em torno do inicio das construções das casas que deverá começar ainda este mês. Para o dia 13 de Setembro, ficou definida a realização de  encontro  nas cidades de Severiano Melo e Itaú. Já os municípios de Messias Targino, Patu e Janduis vão realizar seus encontros no dia 17 deste mês. Desses encontros participarão o engenheiro civil e assistente social da COOPERHAF-RN que vão se reunir com os beneficiários para definir as plantas das casas, compras de materiais e o projeto social.

Severiano Melo enviou João Batista (João do PT) que volta com novidades sobre outros projetos a serem implantados no município através da organização do movimento

Escrito por Joao do PT às 08h31
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Encontro vai reunir coordenadores de habitação rural  em São Paulo do Potengi  durante dois dias

A Cooperativa de Habitação Rural dos Agricultores do Rio Grande do Norte (COOPERHAF-RN) estará  reunindo todos os coordenadores de habitação dos municípios do estado em São Paulo do Pontegi durante os dias 04 e 05 deste mês. A data do encontro foi definida na última reunião da diretoria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte (Fetraf-RN), em Natal.

 Nesse encontro de capacitação será debatido, o Sistema de Cadastramento de Informática da Cooperhaf, bem como a importância do tema "Habitação Rural" para o estado, ações e dificuldades enfrentadas pelos municípios de abrangência da Cooperhaf /RN. O coordenador nacional da  Cooperhaf participará do encontro durante os dois dias. Da região do médio oeste participarão representantes dos municípios de Apodi, Itaú, Campo Grande,  Espírito Santo,  Severiano Melo, Patu e Janduis aonde o programa de habitação rural  vem sendo implantado. João Batista(joão do PT)foto, que é coordenador do forum das  associações e coordenador de habitação do município, vai representando Severiano Melo, onde serão construídas 10 unidades habitacionais rurais.



Escrito por Joao do PT às 05h15
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Credioeste realizará  reunião em Campo Grande

Os membros da diretoria  da Cooperativa de Crédito Solidário – Credioeste, estarão se reunindo nesta quarta-feira, dia 05 no município de Campo Grande. Segundo Raimundo Canuto de Brito  (foto), vice- presidente da cooperativa, a reunião vai acontecer na sede da cooperativa  Sertão Verde as 9:00 horas da manhã. 

Durante a reunião, vai ser discutido o processo de expansão da Credioeste nos municípios da região oeste. A Credioeste vem atuando para promover o desenvolvimento sustentável dos agricultores familiares da região, através da mutualidade e assistência financeira aos seus associados nas atividades de produção, armazenamento e comercialização. A Credioeste também trabalha na captação de recursos através de poupanças e depósitos a vista e a prazo, além de prestar serviço de recebimento de contas e títulos.



Escrito por Joao do PT às 05h08
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João do PT participará de capacitação da Cooperhaf em São Paulo do Potengi

 

Acontecerá nos dias 04 e 05, uma capacitação para os coordenadores municipais de habitação em São Paulo do Potengi.

O programa de habitação da Cooperhaf em convênio com o PSH/Banco Paulista, designou a construção de 10 casas para a zona rural de Severiano Melo.

Para participar da capacitação o município enviará o seu coordenador de habitação, que no caso, é o Sr. João Batista (João do PT).

João do PT diz que este projeto é apenas o começo, pois a partir da construção dessas 10 casas através da cooperhaf, estamos abrindo espaço para construirmos outras mais, já que a falta de casas na zona rural é muito grande em Severiano Melo, e completa: esperamos que  os agricultores (as) se conscientizem da importância de se organizarem para buscarem os benefícios que estão sendo designados para eles.



Escrito por Joao do PT às 12h00
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Fórum contribui na Fundação da Associação dos agricultores familiares do Sitio do Padre

 

Neste sábado (01), o coordenador do fórum das associações de Severiano Melo, João do PT(foto), realizou uma reunião com os agricultores (as) do Sítio do Padre e do sítio altos, onde foi fundada a “Associação dos Agricultores(as) familiares do Sítio do Padre”.

Estavam presentes mais de 30 agricultores (as) das duas comunidades, que se dispuseram a contribuir no que for preciso para o bom andamento da instituição.

João do PT presidiu a reunião onde foi eleita a diretoria da Associação. Geraldo, que é agricultor familiar da comunidade, foi eleito o Presidente para um mandato de dois anos.

O próximo passo é regularizá-la junto aos órgãos legais, pra que possamos buscar os recursos destinados à agricultura familiar, e que será providenciado ainda esta semana.

“Faz muito tempo que nóis vem lutando pra consiguir essa associação, mais graças a Deus, agora deu certo, comenta Geraldo.



Escrito por Joao do PT às 11h58
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A VALE ERA DO POVO,

QUEREMOS ELA DE NOVO

 

“Em 1997, a Companhia Vale do Rio Doce patrimônio construído pelo povo brasileiro - foi fraudulentamente privatizada, ação que o Governo e o  Poder Judiciário podem anular. A Vale deve continuar nas mãos do capital privado?”

 

A resposta será dada pelo povo brasileiro entre os dias 1º e 7 de setembro, no Plebiscito Popular pela Anulação do Leilão da Companhia Vale do Rio Doce. Você pode e deve votar.

O Tribunal Regional Federal, em Brasília, já acatou a nulidade da avaliação do valor da “venda” da Vale, feita pelo desgoverno FHC em 1997, por míseros R$ 3,3 bilhões ao capital privado. Na época, o patrimônio da Companhia era calculado em R$ 92,64 bilhões, 23 vezes o valor pelo qual foi “vendida”. Estudos independentes estimam que este valor - devido às riquezas minerais do subsolo sob controle da empresa - possa chegar a um trilhão de reais. Hoje, os estrangeiros controlam 65% das ações referenciais da empresa (que têm preferência na distribuição desses lucros). A ação judicial revigora a campanha para reverter esse assalto ao patrimônio público e anular o leilão da maior produtora e exportadora de minério de ferro do mundo, essencial para o desenvolvimento e a soberania nacional.

 

 

PREÇO DE BANANA

 

Na lógica da liquidação a qualquer preço, os entreguistas submeteram a avaliação da segunda maior empresa brasileira - com atuação em 14 estados, proprietária de 9 mil quilômetros de estradas de ferro, 10 portos e presença nos cinco continentes- a uma consultoria norte-americana, a Merril Lynch, acionista, na época, do grupoAngloAmerican, concorrente direto da Vale que meses

antes da venda dispôs de informação privilegiada. Outra irregularidade comprovada foi a participação como “consultor” do banco Bradesco, que mais tarde viria a se tornar um dos acionistas da Companhia. A presença do Bradesco no leilão se deu de forma indireta, já que não podia participar pois foi um dos “avaliadores”. Como o banco já possuía 17,9% do capital votante da Companhia Siderúrgica Nacional que, por sua vez, montou o consórcio comprador da maior fatia de ações da Valepar, atual controlador acionário da Vale, deu a lógica: cartas marcadas. Não foi incluída na “avaliação” a maior jazida de ferro do mundo, localizada em Carajás (PA), nem minérios explorados pela empresa, como manganês, bauxita, ouro e nióbio. Até mesmo a sólida e rica infra-estrutura da estatal, formada pelos complexos industriais, usinas, ferrovias, portos e navios ficou de fora.

 

 

INTERNACIONALIZAÇÃO DO SUBSOLO

 

Além disso, foram internacionalizados, de acordo com o Tribunal de Contas da União, 23 milhões de hectares, quando o Código Penal Militar proíbe a internacionalização de áreas maiores do que dois mil hectares sem aprovação do Senado e das Forças Armadas, o que não foi feito. Agora, conforme a própria Vale, o lucro do primeiro semestre de 2007 bateu novo recorde: 10,937 bilhões, 80% maior do que foi registrado no mesmo período de 2006. Obviamente os meios de comunicação não informam as condições em que foram alcançados números tão levados, pois a publicidade da Vale privatizada compra o censo crítico que deveriam ter. No ano passado, o lucro íquido da Vale foi de R$ 13,431 bilhões. Já as exportações, chegaram a R$ 6,4 bilhões nesses primeiros seis meses, bem acima dos R$ 4,8 bilhões do primeiro semestre de 2006.

LUCROS ESTUPENDOS

 

O que tem alavancado esses lucros estupendos é a formidável alta do preço do minério de ferro no mercado mundial, devido à ação do cartel formado pela própria Vale privatizada, BHP Billinton (australiana) e Rio Tinto (inglesa), que controla 70% do mercado mundial do minério.

Com o controle, o monopólio, a rapinagem, a sangria das riquezas dos países e povos pelo mundo afora. Tal concentração ganhou ainda mais espaço, recentemente, com a aquisição da canadense Inco pela Vale.

Com tantas irregularidades, a leiloata está sendo colocada em xeque pela Justiça desde a sua realização, com amplos setores da sociedade se mobilizando para retomar o controle da estatal, afirmando a soberania contra a entrega, o desenvolvimento contra o retrocesso, o direito contra o crime.

Diante do desafio de enfrentar e derrotar a cortina de manipulação e silêncio erguida pela mídia para desinformar sobre atos e fatos de tamanha relevância e gravidade, vamos somar força e consciência nesta campanha.

Pelas novas gerações, pelo

Brasil: VOTE NÃO!

 

Participe do plebiscito popular de 1 a 7 de setembro

 

LEILAO DA VALE E CRIME DE LESA-PATRIA

 

O leilão da Companhia Vale do Rio Doce é um crime de lesa-Pátria, que precisa ser anulado a fim de que este patrimônio nacional estratégico seja retomado pelo povo brasileiro.

 O Tribunal Regional Federal, em Brasília, já acatou a nulidade da avaliação do valor da “venda” da Vale, feita pelo desgoverno FHC em 1997, mas é a mobilização popular que garantirá que governo e Judiciário revertam esse assalto.

Participe do plebiscito de 1 a 7 de setembro, some-se conosco nesta campanha em defesa do desenvolvimento e da soberania do Brasil.

 

Voce sabia?

 

- A Vale é a maior produtora e exportadora de minério de ferro do mundo, com reservas comprovadas de 41 bilhões de toneladas.

- O lucro da Vale em 2006 foi de R$ 13,431 bilhões, enquanto o preço de “venda” foi de 3,3 bilhões.

- A Vale é a principal produtora de bauxita, ouro (cujas imensas e lucrativas minas só foram abertas depois do leilão) e alumínio da América Latina.

- A Vale possui a maior frota de navios transportadores de grãos do mundo, controla uma malha ferroviária de mais de 9 mil quilômetros de extensão.

- A Vale possui concessões, por tempo ilimitado, para realizar pesquisas e explorar o subsolo em 23 milhões de hectares do território brasileiro, o que equivale à soma das áreas de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Paraíba e Rio Grande do Norte.

- O governo FHC deixou de fora da “avaliação” 54 empresas em que a Vale operava, como a Açominas, a CSN, a Usiminas e a Companhia Siderúrgica Tubarão. Também foram entregues de graça as reservas de titânio, calcário, dolomito, fosfato, estanho, cassiterita, granito, zinco, grafita e nióbio.

- As reservas de urânio (matéria-prima para a energia e armas nucleares) - de posse da Vale - são propriedade exclusiva da União e não poderiam ter sido vendidas.

- Em 1997, a Companhia Vale do Rio Doce - patrimônio construído pelo povo brasileiro - foi fraudulentamente privatizada, ação que o Governo e o Poder Judiciário podem anular.

 

A Vale deve continuar nas mãos do capital privado?

NÃO



Escrito por Joao do PT às 11h49
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