Itaú é uma pequena cidade, encravada na região oeste, em pleno semi-árido do Rio Grande do Norte, no nordeste brasileiro, situada à margem do rio Mossoró, ou rio Apodi, como muitos chamam. Itaú na antiguidade se chamava angicos e deriva-se do nome de um chefe indígena, que vivia aqui nesta terra – pedra preta.
Muitos dos seus moradores são frutos do êxodo rural, outros vieram movidos pelo processo de industrialização da castanha do caju.
Hoje, a cidade tem o equivalente a pouco mais de 5.400 habitantes, dos quais, boa parte tem salários fixos, pelo fato de serem servidores públicos – municipal e/ou estadual. Outra parte recebe benefícios previdenciários e da aposentadoria rural, além dos outros que tem como fonte renda, os programas sociais do Governo Federal.
Uma cidade que tem renda per capta aproximadamente 5.500,00 de FPM/ano, 400,00/mês, 15,00/dia, e 1,50/hora para cada habitante aproximadamente, vive fora da realidade financeira transferida constitucionalmente, e ainda existem os recursos conveniados e outros constitucionais.
Entendemos que, planejado em pastas ou executado conforme orçamento municipal, daria suficiente para trabalhar significativamente pelos munícipes, principalmente os menos favorecidos. E por que não dispomos hoje de infra-estrutura municipal de qualidade na educação, saúde, transporte, agricultura, juventude, na cultura, no esporte e no pagamento de salários?
Para isso é necessário, compreender a dinâmica da política local, pois antes de tudo, um levantamento histórico traz o entendimento dos fatos ocorridos e os efeitos causados pelos mesmos. Assim, numa cidade em que durante três décadas foi comandada a braço de ferro por um único grupo familiar, onde pouco se podia contestar, convenhamos que atualmente ainda haja, a ausência, os rebates, o incômodo, a aspereza, o tom ditatorial, as ameaças, as perseguições e o toma lá da cá, era de se esperar que por natureza foram compilados através dos anos de gestão, e, pelo fato do não arrebatamento do poder ora computado em seu favor. Não estou aqui dizendo que muitos anos no poder corrompe as pessoas, nada disso, mas o poder é como se corresse pelo sangue e chegasse à cabeça desgraçando o ambiente público desejado e pleno.
A sociedade itauense contabilizou nesses últimos anos, um desfecho que contaminou o berço público, tanto de nível financeiro, quanto técnico, que infelizmente perdura até os dias atuais. Nesta cidade provinciana, muito dos que levantaram ou levantam em favor dos preceitos éticos, morais, transparente, inovador e dialogado, vê seu nome ao lado de adjetivos que pouco condizem com a realidade.
Essa é a realidade da cidade, que o poder público local busca calar os que se dispõem a lutar com a luta das organizações sociais em benefício de um povo.
Dessa cidade queremos o nome, por sinal, é um dos nomes mais bonitos do país, queremos também, uma sociedade almejante a um ambiente público sadio, de diálogo, de respeito, de harmonia, de políticos sérios e compromissados, que disponha recursos às pastas e para as pastas, a fim de serem investidos em educação, saúde, agricultura, cultura, esporte, lazer, infra-estrutura, geração de renda, meio ambiente sadio.... Aplicando na cidade, de forma a melhor condicionar o ambiente para se viver com amor, respeito ao próximo, compreensão, entusiasmo e motivação.
Utópico ou realidade?
Os dois, utopia enquanto temos políticos descompromissados, não respeitando as leis, os servidores e a sociedade geral. Realidade, quando vemos pessoas dispostas a trabalhar em prol do desenvolvimento da comunidade, da cidade, do estado e da nação.