LANÇADO PLANO SAFRA 2007/2008 COM NOVO RECORDE DE INVESTIMENTOS: R$ 12 BILHÕES
Escrito por Meriele Miorando - Jornalismo Cooperhaf
Thursday, 28 June 2007
O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, lançou ontem (27/06) em Brasília o Plano Safra da Agricultura Familiar 2007/2008, que neste ano, conforme informações do site do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDE), alcança novo recorde: R$ 12 bilhões que serão disponibilizados nas diversas linhas de crédito para custeio, investimento e comercialização do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Serão R$ 2 bilhões a mais do que o previsto na safra 2006/2007 e cerca de 2,2 milhões de famílias acessando o crédito rural do Pronaf.
Para o coordenador geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar nos Três Estados do Sul (Fetraf-Sul), Altemir Tortelli, o anúncio feito pelo governo confirma as negociações e reivindicações feitas junto ao governo durante a III Jornada da Agricultura Familiar, no mês de maio. “Muitas das nossas reivindicações estão sendo atendidas, isso é bom para o crescimento da agricultura familiar e para a valorização dos nossos agricultores. Vamos poder investir mais nas propriedades e passar a produzir de forma diversificada, isso faz com que o agricultor tenha mais fontes de renda para a família”.
O Plano Safra da Agricultura Familiar 2007/2008 reúne uma série de medidas, como a redução nos juros dos financiamentos do Pronaf, o aumento de recursos para a assistência técnica e para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), como forma de qualificar a produção e impulsionar entre os agricultores familiares a adesão a tecnologias ambientalmente sustentáveis. Por isso, o MDA também criou uma nova linha de crédito, o Pronaf ECO. Na cerimônia, ainda foram assinados termos de cooperação para incentivar a assistência técnica e extensão rural e a cadeia do leite. Veja mais informações clicando aqui .
COORDENADORES MUNICIPAIS DE HABITAÇÃO DO RIO GRANDE DO NORTE RECEBEM CAPACITAÇÃO
Escrito por Meriele Miorando - Jornalismo Cooperhaf
Wednesday, 27 June 2007
O coordenador de engenharia da Cooperativa de Habitação dos Agricultores Familiares (Cooperhaf Sede), Engenheiro Claudiney José Piva esteve neste último sábado (23/06) em Natal no Estado do Rio Grande do Norte, onde realizou mais um curso de capacitação. O evento aconteceu nas dependências da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf/RN) e reuniu aproximadamente 31 participantes (coordenadores municipais de habitação) representantes dos municípios de Apodi, Itaú(Leonildes Basílio), Campo Grande, Pureza, Santo Antonio, Brejinho, Espírito Santo, Bom Jesus, Jaçanã, Severiano Melo(João do PT), Messias Targino(Pôla Pinto), Janduis, Touros, Montanhas, Lagoa de Velhos, Riachuelo e Bento Fernandez.
Na capacitação foi debatido o Sistema de Cadastramento de Informática da Cooperhaf, bem como a Importância do Tema Habitação Rural para os Estados, Ações e Dificuldades enfrentadas pelos municípios de abrangência da Cooperhaf/RN. Mesmo sendo festa de São João tradição naquele Estado os coordenadores municipais e representantes da Fetraf, Associações Sindicais dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Asintraf) e Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Sintraf), estiveram reunidos durante todo o dia de sábado para discutir o tema habitação para agricultura familiar, demonstrando um forte interesse em executar as ações praticas para viabilizar a política de habitação rural no Estado do Rio Grande do Norte.
Será que o ser humano quando chega à velhice não tem mais valor e transforma-se em um fardo para a sociedade? Publicação recente de um jornal de Natal (RN) trazia a triste notícia de que mais de 40 idosos entre 60 e 96 anos residentes no Lar Espírita Alvorada Nova (Lean), de (Parnamirim RN), correm o risco de ficar sem local para morar. A Vigilância Sanitária exige adequações e o Lean, mantido através de doações, não dispõe de recursos para tal. Aqui em Mossoró, situação delicada também passa o Instituto Amantino Câmara. Abriga mais de 50 idosos. O Ministério Público deu um prazo de seis meses para que a instituição adapte as suas instalações físicas às exigências do Estatuto do Idoso. Como o Lean, o Amantino também é mantido por doações espontâneas.
Observando-se as dificuldades peculiares às casas assistenciais citadas, percebe-se o quanto as pessoas precisam voltar seus olhos aos semelhantes. Aplicam-se grandes somas financeiras em luxuosas obras, mas a disponibilidade não é mesma quando se trata do benefício direto aos mais necessitados.
O Livro dos Espíritos, no capítulo que trata da Lei do Trabalho, enfoca que o homem tem o direito de repousar na velhice, que a nada é obrigatório, senão de acordo com as suas forças. Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, questionando os Benfeitores Espirituais sobre o que há de fazer o velho que precisa trabalhar para viver e não pode, obteve a seguinte resposta: "O forte deve trabalhar para o fraco. Não tendo este família, a sociedade deve fazer às vezes desta. É a lei da caridade".
Muitos desses importantes abrigos de idosos certamente não existiriam se os filhos não desprezassem os velhos pais. Conforme nos narra o Evangelho Segundo o Espiritismo, o mandamento de honrar seu pai e sua mãe é uma conseqüência da lei geral de caridade e de amor ao próximo, pois não se pode amar ao próximo sem amar a seu pai e sua mãe. Não é somente respeitá-los: é assisti-los na necessidade, proporcionar-lhes o repouso na velhice, cercá-los de solicitude como fizeram por nós em nossa infância. É, sobretudo, para com os pais sem recursos que se mostra a verdadeira piedade filial.
Será que satisfazem esse mandamento, honrar pai e mãe, aqueles que crêem fazer um grande esforço, dando-lhes apenas o necessário para não morrerem de fome, quando eles mesmos não se privam de nada? Aqueles que os relegam aos mais ínfimos aposentos, muitas vezes mercadejando o tempo que lhes resta de vida, escarregando sobre eles os trabalhos de casa, enquanto se reservam o que há de mais confor-tável? Cabe aos pais velhos e fracos serem os servidores dos filhos jovens e fortes?
Reflitamos todos e vejamos se estamos cuidando dos nossos velhinhos, com amabi-lidade e doçura, sem nunca pensarmos em despejá-los do abrigo do nosso coração. Ah! E fica o lembrete: muitos de nós poderemos chegar à velhice. E aí...