Foi gente para a cadeia, outros pagaram com a vida, e os que fizeram jus tiveram sua quota de alegria. Era a ficção mostrando a realidade da vida no final da novela O Profeta: nenhuma ação deixará de ter sua reação.
Somos os arquitetos e construtores do nosso próprio destino, das nossas penas e gozos presentes e futuros. A justiça divina apresentada pela espiritualidade na obra O Céu e o Inferno nos mostra que cada um é responsável pelas próprias faltas. Ninguém sofre penalidades pelas faltas alheias, a menos que para isso tenha dado algum motivo, como deixando de impedi-las quando podia fazê-lo. Embora haja uma grande infinita diversidade de punições, existem aquelas que são inerentes à inferioridade dos Espíritos, cujas conseqüências são mais ou menos idênticas. Como exemplo, pode-se citar os excessivamente apegados à vida material e descuidados do crescimento espiritual, quando desencarnam, há uma lentidão no processo de separação entre o Espírito e o corpo e nas angústias que acompanham a morte e o despertar na outra vida, com perturbações que podem durar de meses até anos. Para o criminoso, a visão incessante de suas vítimas e das circunstâncias do crime é um suplício cruel. Alguns Espíritos são mergulhados em trevas, outros em isolamento absoluto, atormentados pelo fato de não saberem qual a sua condição e o seu destino. Muitos ficam privados de verem seus entes queridos.
O meio de evitar ou atenuar as conseqüências de nossas faltas na vida futura é desfazer-se da maior quantidade possível de defeitos na vida presente. Reparar aqui mesmo os erros praticados, para não ter que corrigi-los mais tarde e de maneira mais dura. Reencarnamos muitas vezes em situações de provas, mas se não soubermos aproveitá-las, voltaremos para expiá-las em situações mais severas, como as tetraplegias, paralisias cerebrais, deficiências mentais, dentre tantas doenças, pois é na vida corporal que o Espírito repara o mal de suas existências anteriores. É assim que se explicam as misérias e as dificuldades que à primeira vista parecem não ter razão de ser, mas na verdade são justas e servem para nosso adiantamento.
Sejam quais forem a perversidade e a inferioridade moral dos Espíritos, Deus jamais os abandona. Todos têm o seu anjo da guarda que vela por ele, agindo de maneira oculta, sem interferir no livre-arbítrio, pois cada um deve melhorar-se pela própria vontade. É a justiça divina, não criando favoritismo para nenhuma de suas criaturas, dando a todo o mesmo ponto de partida. A via da felicidade está aberta a todos e as leis de Deus gravadas na consciência de cada um.
Educanda de 72 anos do MOVA-Brasil não possui aposentadoria
A educanda Maria Pereira de Oliveira, 72 anos, moradora do município de Itaú, ainda encontra-se em pleno ano de 2007, com seus direitos de aposentadoria negados.
A referida educanda, desde de infância morava na zona rural do município, casada com Antonio de Oliveira Filho, proprietário de uma pequena gleba de terra onde residiam até esta data. Migraram para a cidade no ano de 1985, onde a mesma, passou a trabalhar numa Escola Municipal como merendeira.
No ano de 1993, quando o então Prefeito da época, Clidenor Régis de Melo, por intermédio de seus assessores, demitiu a mesma e, ao mesmo tempo confeccionou outra CTPS, levando-a a requerer sua aposentadoria, não como urbana, mas, como rural. De acordo com a promessa, ela seria aposentada. Porém, os idealizadores não esperavam, que os órgãos ligados ao INSS, pudessem no ano de 1997, constatar que a mesma, não teria o direito a esse tipo de aposentadoria, mas sim, como contribuinte do INSS, que fora até aquela época.
Assim sendo, seus filhos, naquele ano mais amadurecidos, entraram na justiça com a esperança de que seus direitos fossem re estabelecidos. No entanto, até a presente data estes estão sendo negados.
A trabalhadora acima citada, como muitos brasileiros, que derramou e derramam suor por vários anos, para poder ter uma 3ª idade mais equilibrada, tem seus direitos negados, nesse Brasil de brasis. Ao contrário disso, alguns passam poucos mandatos como Deputados, e aposentam-se, não com um mísero salário que à Dona Maria é negado, mas, de 25 a 30 salários mínimos. “Que país é este?” Exclamam os membros da família.
Complementação alimentar para os educandos do MOVA-Brasil
O MOVA – Brasil, através da Turma Aprender para Crescer, que tem por Monitora Tássia Daniely e por intermédio do parceiro local Professor Leonildes Oliveira, enviou documento ao Superintendente da CONAB -RN – Sátiro Gil (foto), solicitando gêneros alimentícios para merenda escolar das três turmas do Projeto no município de Itaú.
Este documento foi enviado em março, e recentemente, através do contato mantido com a superintendência da CONAB no estado, fomos informados que nos estoques da companhia no momento, só há disponibilidade do mel de abelha, e que os demais gêneros alimentícios, solicitados para merenda escolar do Projeto e para as Associações locais, ficariam disponibilizados para o segundo semestre desse ano.
No momento, o Professor Leonildes Oliveira, ressaltou a importância da vinda do mel, como suplementação alimentar, pois, trata-se de um rico e saudável alimento, indispensável na rotina alimentar dos nossos munícipes.
De acordo com o Professor Leonildes Oliveira, o mel estará disponível em breve, e a sua entrega se dará aos educandos do MOVA – Brasil, logo se confirme essa disponibilidade.
Foi realizada na noite desta terça feira (15/05) novena na capela de Santa Terezinha(Patu). Os noiteiros ficaram na responsabilidade das turmas do programa de alfabetização de adultos Mova Brasil. Destaque para as professoras Clarisse e Kaline.
Passados dois dias do brutal assassinato do Redator-chefe do Jornal O Taboleirense, Vagner Bessa, o principal acusado, Altair Pereira Paiva (foto acima), ainda se encontra foragido. A polícia local mantém diligência desde o dia do crime e devido a poucos recursos, apenas uma viatura, não conseguiu êxito.
ATENÇÃO!!!
Caso alguém tenha alguma informação sobre o paradeiro deste homem, informe, pode ser anonimamente, a qualquer delegacia de polícia, ou ligue para (84) 3375 0011 e fale com o Sargento Anízio de Taboleiro Grande.
Imprensa mossoroense faz entrevista com integrante do movimento espírita de Mossoró
Neste domingo,13, os jornalistas Renato Severiano e Gilberto de Souza, entrevistaram Francinaldo Rafael.
Ao longo da entrevista, podemos perceber que o Espiritismo é coisa séria, pois Francinaldo aborda com muita sapiência, a importância dessa doutrina para a evolução espiritual da humanidade. Personalidades como: Alan Kardec, Chico Xavier, Divaldo Franco dentre outros, são lembrados por serem ícones do Espiritismo no Brasil e no mundo. Reencarnação, aborto, lei de ação e reação, os aspectos científico, filosófico e religioso da doutrina, assim como outros assuntos, também são abordados durante a entrevista.
Fomos presenteados Pelo Jornal Gazeta do Oeste com tão bela e serena entrevista.
ENTREVISTA CONCEDIDA AOS JORNALISTAS RENATO SEVERIANO E GILBERTO DE SOUSA
GAZETA DO OESTE - Neste mês o espiritismo completa 150 anos...
FRANCINALDO RAFAEL - No dia 18 de abril completamos 150 anos do lançamento do Livro dos Espíritos, que deu início a essa grande causa no mundo todo.
GO - E qual o balanço que você faz do crescimento do movimento?
FR - Muito positivo. Ao longo dos anos isso foi crescendo. A perseguição inicial que se tinha hoje não existe mais. Esse preconceito está basicamente quebrado, graças ao esclarecimento com que se vinha ao longo dos anos. As pessoas associavam o espiritismo à bruxaria e a seitas espiritualistas. Mas há uma diferença muito grande entre espiritismo e seitas espiritualistas.
GO - E como doutrina?
FR - O espiritismo é uma doutrina de tríplice aspecto: ciência, filosofia e religião. Não podemos dissociar. Porque a religião sem a ciência ficaria cega. O interessante do espiritismo é que associamos as três coisas, tudo tem uma base filosófica, de razões científicas com conseqüências filosófico-morais.
GO - Quando a pessoa nota que é espírita?
FR - Cada um a seu tempo. Estagiamos em vários degraus da escala evolutiva. E chega aquela hora em que você não se contenta com aquela explicação de que a coisa é assim porque Deus quis. Daí passa-se a investigar com mais veracidade, até que se aproxima do espiritismo, que consegue reunir o tríplice aspecto.
GO - Qual a importância de Allan Kardec para o espiritismo?
FR - Allan Kardec é o nosso insigne codificador da doutrina. Através de amigos ele tomou conhecimento das mesas girantes, que estava se tornando moda em Paris. Ele era um homem da ciência, cética, muito conhecido em Paris. Lá, ele via mesas se elevarem no ar e também ouvia eles responderem a perguntas com pancadas no chão, a partir de um código pré-estabelecido. Daí ele começou a receber questionamentos de médiuns do mundo todo. E principalmente através de duas médiuns deu-se início da codificação do Livro dos Espíritos. Allan Kardec é o nosso codificador, organizador. A doutrina é dos espíritos. A organização foi dele, tão conhecido... ele sabia que a obra lançada em nome dele todos quereriam ler. Mas ele preferiu utilizar o pseudônimo de Allan Kardec, revelado por um espírito mentor. Então, ele usou esse pseudônimo para que a obra fosse conhecida não pelo organizador, mas pelo conteúdo.
GO - Isso seria uma espécie de bíblia da doutrina?
FR - É o conjunto dos ensinamentos básicos do espiritismo. Lá estão 1.019 questões organizadas metodicamente. Tudo quanto eram dúvidas espirituais, ele perguntava aos benfeitores e temos no livro as respostas para muitas delas.
GO - Depois dele muitos outros surgiram...
FR - Aqui no Brasil foi o grande marco, Chico Xavier. Considerado uma das maiores antenas mediúnicas do mundo. E temos Divaldo Franco, que já fez mais de 12 mil conferências no mundo, viaja por mais de 50 países, 200 obras psicografadas, como Chico deixou um legado de mais de 412 psicografados.
FR - Médium somos todos nós. Em maior ou menor grau, porque a mediunidade, muita gente acha, que é só coisa de espírita, mas a mediunidade é uma coisa fisiológica, é do organizador. Uns têm mais ostensividade, outros em estados latentes. Não existe nenhum ritual específico. Há, sim, uma disciplina que o médium precisa ter estudado, para entender a sua faculdade mediúnica. Há horários previamente estabelecidos e adequados, aí é que se inicia um processo de psicografia ou psicofonia, dependendo do local.
GO - Essa questão da mediunidade, a pessoa quando identifica o seu grau de mediunidade, o que fazer? Ela pode parar?
FR - Ninguém é obrigado a desenvolver a mediunidade. As leis divinas não deixam impositivo nenhum. Elas são de ação e reação. Mas o interessante para a pessoa que é portadora da mediunidade com mais ostensividade é que ela procure estudar para conhecer a faculdade da qual é portadora, para evitar cair em desequilíbrios, através de obsessões, espíritos brincalhões, percebendo a conduta moral às vezes equivocada daquele médium, pode interferir na sua conduta.
GO - Esse desequilíbrio pode acontecer pelo desconhecimento de causa?
FR - Pode acontecer. Mais pela conduta moral, ainda não tão evoluído, do que pelo desconhecimento. Porque aí ficaríamos nós como joguetes. Mas eu diria que basicamente é mais pela nossa pouca evolução moral e espiritual.
GO - Muita gente diz que tem intuição e que sonhos se realizam...
FR - A intuição é uma mediunidade, em menor grau. Há médiuns que conseguem ver e ouvir espíritos, há os que psicografam, há os que só ouvem. A intuição é uma mediunidade.
GO - Às vezes pessoas queridas falecem e os familiares querem conversar com essas pessoas. O que fazer?
FR - Muitas pessoas são apegadas à matéria. Perdemos objetos, não pessoas. A vida não acaba além do túmulo. Muitas pessoas chegavam onde Chico Xavier trabalhava querendo receber algum comunicado dos seus entes queridos, e ele dizia que o telefone tocava de lá para cá. Muitas das vezes esses encontros acontecem quando há permissão da espiritualidade e quando há um equilíbrio do espírito que desencarnou para que isso aconteça. Há os que desencarnam de forma traumática, que precisam ficar em estado de sono. Nem sempre é permitido que ele venha. Às vezes há esses encontros através do sonho. Quando adormecemos nosso corpo físico adormece, mas o espírito se desdobra para encontrar entes queridos, estudar, visitar planos espirituais desde que haja permissão para isso.
GO - A temática do espiritismo está deixando de ser um tabu?
FR - Diria que sim, justamente pelos esclarecimentos. As pessoas associavam o espiritismo a coisas satânicas, proibições, seitas... coisas do gênero. O espiritismo não tem cor, vela, paramentos, nenhum dogma, nenhum tipo de ritual. É filosofia, ciência, religião, que leva o homem a progredir moral e espiritualmente.
GO - A temática do espiritismo está deixando de ser um tabu?
FR - Diria que sim, justamente pelos esclarecimentos. As pessoas associavam o espiritismo a coisas satânicas, proibições, seitas... coisas do gênero. O espiritismo não tem cor, vela, paramentos, nenhum dogma, nenhum tipo de ritual. É filosofia, ciência, religião, que leva o homem a progredir moral e espiritualmente.
GO - Existe um tempo pré-determinado para reencarnar?
FR - Tudo varia de acordo com a nossa evolução. E com a permissão dos bem feitores. Estamos com por volta de 6 bilhões de encarnados e para cada encarnado temos 4 bilhões no plano espiritual esperando esse caminho. Por isso, combatemos o aborto e o suicídio. Para que as pessoas fiquem preparadas para receber os entes queridos que estão chegando porque tem muita gente na espera, mas a espiritualidade é que determina o período adequado e a hora adequada. Há casos de reencarnação de pouco tempo, mas há outros que passam anos e anos no plano espiritual. Às vezes ficam na região de sombras, em virtude do seu comportamento aqui na Terra.
GO - Como vocês explicam a questão do médium que recebe entidades?
FR - O nosso espírito não recebe outro. Ele chega próximo a nós e daí, de mente a mente, há toda a influência.
GO - No caso do aborto, a pessoa iria reencarnar e houve o aborto. Esse espírito teria outra chance?
FR - Sim. Cada caso é um caso. Nossos laços familiares não são por acaso. São ligações e compromissos que precisamos saudar entre nós. O ser que está reencarnando tem laços com aquela família, mãe, até mesmo se for caso de estupros. Ele precisa voltar à vida para quitar esses débitos do passado. Se ele parte traumatizado pode até vir e perturbar aquele ser que o expulsou.
GO - E com relação ao plano? As pessoas morrem, e pelos conhecimentos que temos, eles ficariam em um segundo plano. Esse plano seria o do amadurecimento?
FR - Como Jesus disse: há muitas moradas na casa de meu Pai. Há pessoas que desencarnam e ficam presas ao próprio corpo físico no túmulo. Há os que são apegados à matéria que ficam em casa, presos com aquela casa e tentam falar com os familiares e não consegue ser ouvidos e ficam em perturbação. Há outros mais elevados que ao desencarnar são conduzidos direto para o plano espiritual, conforme relata a benfeitora D'Angelis. Ele foi recebido pelo próprio Cristo. Ela disse: Chico, agora descanse para esquecer as agruras da Terra.
GO - Chico é um espírito de luz?
FR - Chico é um espírito bastante evoluído. Como todos nós um dia seremos. Mas acima dele temos muitos outros mais evoluídos. Jesus é o mais puro que pisou na Terra. Ele evoluiu como todos nós. A todos é dado o ponto de partida e vamos caminhando na nossa estrada evolutiva até atingirmos a angelitude.
GO - O espírito tem uma idade média?
FR - Há algumas informações equivocadas. Zibia no passado fez parte do espiritismo. Ela foi para o lado do mercantilismo. Ela ilustrou algumas coisas. Infelizmente pode cair nesse risco. Quando o médium passa a usar a sua mediunidade para beneficio próprio perde a sua faculdade mediúnica. Alguns quando perdem, usam o charlatanismo para continuar com seu público.
GO - É perigoso isso?
FR - É. Porque muita gente se deixa levar pelo imediatismo, e o ideal é que as pessoas investiguem. A doutrina espírita não está interessada em fazer prosélitos.
GO - Como o espiritismo vê a quimbanda, umbanda, xangô?
FR - Respeitamos, mas não estão no ensinamento básico da codificação espírita. São espiritualistas. Todas as religiões têm médiuns.
GO - O catolicismo chega a contestar isso...
FR - Tem algumas coisas que as pessoas usam por dogmatismo. Mas existem pessoas de dentro da Igreja Católica que estudam o espiritismo. Uma revista de circulação nacional mostrava uma reportagem sobre espíritos e um médium disse que via, conversava e não acreditava. A realidade existe e o cara não quer acreditar. Só a própria pessoa no momento certo, na sua investigação, acaba vendo que a coisa é real.
GO - Isso não impede que o espírita freqüente a Igreja Católica...
FR - Não impede, agora o espírita na Igreja Católica verá coisas lá das quais a Igreja discorda do espiritismo. De uns tempos para cá ela não aceita a reencarnação. O Vaticano tem o museu das almas. Mas é mais por questão impositiva, dogmática. Não vejo problema nenhum de um visitar o outro. Ajudaria entender. Só o espiritismo consegue explicar todas essas situações. Não basta dizer que foi Deus quem quis isso.
GO - Como o espiritismo explica a desigualdade social?
FR - Jesus disse que era mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico se salvar. Ele não quis dizer com isso que a riqueza era ruim. Não. Falou sobre o mau uso da riqueza. O egoísmo e a vaidade atrapalham isso tudo. Muitas pessoas equivocadamente fazem mau uso das suas riquezas, e daí, como é dado, é retirado. Há situações que numa encarnação você veio abastado e fez mau uso, noutra, vem de forma humilde e sai vitorioso. Um caso é o de Públio, que cometeu alguns descaminhos e que voltou tempos depois como escravo. Somos os construtores. Todas as reações e ações que passamos por elas são devido a outras ações que praticamos.
GO - O espírito programa a sua vinda? Ele pode querer voltar como pobre, sendo, noutra vida, rico?
FR - Há essa possibilidade, quando permitido pelos mentores espirituais. O espírito André Luís nos narra um caso de uma senhora que viu que corria riscos e solicitou que voltasse manca, para que as pessoas não fossem atraídas pela sua beleza.
GO - E com relação ao suicídio, como fica o espírito?
FR - O suicídio é uma porta fácil que as pessoas pensam que pondo fim ao seu corpo terá todos os seus problemas resolvidos. Não. Quando despertam no plano espiritual está exatamente como partiu, com imperfeições, méritos e deméritos. Mas há todo um trabalho da espiritualidade que vai trabalhar esse espírito.
GO - Pode voltar como uma troca de sexo?
FR - É possível. O espírito não tem sexo. Ele vai habitar ora num corpo feminino, ora num masculino. Às vezes percebemos pessoas com características femininas, mas que não têm nada de homossexuais.
GO - E como está o movimento espírita em Mossoró? Tem crescido muito? FR - Vem crescendo. A imprensa em Mossoró é bastante aberta ao espiritismo. Graças a Deus isso está acontecendo no Brasil afora. Estamos realizando grandes eventos. A semana espírita... temos simpatizantes, pessoas curiosas. Em janeiro, trouxemos Divaldo Franco. O movimento é sempre crescente, temos 8 casa espíritas. Somos muito ligados à filantropia. Temos duas entidades espíritas, a Casa do Caminho e a Casa André Luiz.
GO - E quando a pessoa nota que está precisando dos passes?
FR - O passe é o fornecimento de energia espiritual. Eles fornecem aquela energia espiritual. Muitas pessoas que estão em depressão dizem que saem das casas espíritas melhores. As pessoas sentem reequilíbrio energético. Temos casos de pessoas que se sentem melhor. Podemos associar o tratamento biológico ao tratamento espiritual.
GO - O que fazer para participar do movimento?
FR - Basta procurar uma das oito casas espíritas. Vamos trazer um palestrante de Salvador. Durante dois dias trataremos do tema de forma ampla.
Mais um jornalista é assassinado num período de uma semana na Região Oeste do Rio Grande do Norte. Na madrugada de ontem o jornalista editor chefe do jornal O Tabuleirense da cidade de Tabuleiro Grande - Alto Oeste do estado - Francisco Vagner Bessa Pessoa, 25 anos, foi assassinado a facadas em frente a sua residência no Centro da cidade. O crime foi praticado por um homem conhecido como Altair Pereira Paiva, 20 anos, que fugiu após praticar o delito.
Segundo informações do sargento Anísio, responsável pela Delegacia Civil do município, o acusado está foragido, porém a polícia continua com as buscas. De acordo com o sargento, o crime aconteceu de forma covarde e sem uma justificativa. "Pelo que colhemos de testemunhas, a vítima e o acusado se encontravam em um bar e lá surgiu uma discussão que resultou na morte do jornalista", explica.
Vagner Bessa foi um dos fundadores do jornal O Tabuleirense, era também professor e universitário, uma pessoa bastante respeitada no município. Sua morte mobilizou todos os moradores que lotaram o velório e compareceram ao sepultamento que foi marcado por um clima de muita revolta.
Na semana passada, outro jornalista também foi assassinado. O radialista João Paulo dos Santos, 26 anos, que morava na Rua Adelino Rodrigues, s/n, no centro da cidade de Rafael Fernandes, foi morto a tiros. O crime aconteceu no domingo, dia 6 deste mês, por volta das 5h30.
No momento em que foi morto o locutor estava acompanhado de um irmão num sítio pertencente à família, denominado de sítio Malhada Alta, quando foi surpreendido por dois homens que chegaram em uma moto Honda Titan de cor verde, sacaram as armas e fizeram vários disparos. O radialista sofreu cinco tiros à queima-roupa e morreu no local sem chance de receber atendimento médico.
O radialista João Paulo, ou JP, como era popularmente conhecido, residia em Rafael Fernandes. Era casado e pai de uma criança. Há quatro anos trabalhava na Rádio Cultura do Oeste AM de Pau dos Ferros, emissora afiliada ao Sistema Tropical de Comunicação. Na rádio, João Paulo apresentava um programa pela manhã, voltado para o público jovem e à tarde retornava com um programa para as camadas mais populares.
Sindjorn se posiciona contra assassinato de jornalistas
O assassinato de jornalistas ocorrido em apenas uma semana na Região Oeste do Estado mobilizou o Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte (Sindjorn). Os casos serão comunicados ao Conselho Estadual de Direitos Humanos e à Secretaria de Segurança Pública do RN.
Segundo o presidente do Sindjorn, Aluísio Viana, é lamentável e assustador o que está acontecendo. Ele frisa a falta de segurança enfrentada pelos profissionais da imprensa que têm a tarefa de informar, mas quando mexem com interesses de alguém sofrem ameaças e chegam a ser assassinados. "Temos liberdade de expressão, mas quando somos ameaçados, a quem recorrer? Não temos segurança para atuar e esta é uma realidade", relata.
Aluísio ressalta que existe uma perseguição aos profissionais que atuam na área jornalística, e isso é uma realidade comum a todos que atuam nesta área. "Temos ciência destes riscos e vamos lutar para que possamos trabalhar com mais segurança e liberdade", acrescenta.
Água Nova recebeu visita de monitores do MOVA-Brasil
No último sábado, a cidade de Água Nova recebeu os monitores do projeto do MOVA-Brasil que fazem parte do núcleo Bom Lugar. O objetivo desta visita foi participarem, mais uma vez, da formação semanal, que agora está acontecendo de forma itinerante.
Os(as) monitores(as) foram recepcionados(as) pela, também monitora, Zilda Pereira e seus educandos(as) que aproveitaram o encontro para transformarem-no em uma verdadeira festa.
Após a recepção os(as) monitores(as) foram presenteados com um verdadeiro banquete que fora preparado pelos educandos(as) de Zilda.
Na solenidade de recepção, tivemos a apresentação dos educandos e coordenadores, assim como a de Leonildes Oliveira, que é professor em Itaú e Severiano Melo e parceiro do MOVA em sua cidade, além do professor Antonio Pereira Nunes, que é também é poeta de Água Nova, e que nos prestigiou com um bela poesia.
O próximo passo estabelecido pela pauta, foi o estudo propriamente dito, que desenvolvemos com maestria.
No início da noite, os monitores e os educandos participaram da novena/missa de Nossa Senhora de Fátima. Na celebração alguns educandos participaram intensamente, inclusive, no momento do ofertório onde os mesmos fizeram oferta de flores à Nossa Senhora, além do coordenador que teve um espaço cedido pelo Pároco, para tecer alguns comentários acerca do projeto. Este solicitou ao Executivo municipal que abrisse vagas na EJA para estes educandos que já se encontram aptos a ingressarem no ensino regular.
“A celebração foi muito bunita, padre Evaldo gosta muito de nós e nós gostamos dele também. Nós agora se sente gente depois que entramos no MOVA-Brasil”, sintetiza, de forma simples, o educando Francisco Sabino da Silva (foto).
Para o coordenador local, eventos como este, devem acontecer com regularidade, pois os integrantes, sentem-se muito bem, uma vez que percebem que ainda podem contribuir muito para o bem comum da humanidade.
No dia 24 de agosto de 2006, começamos a dar forma ao que seria o Jornal O Taboleirense, que antes de se chegar a esse nome teve: Taboleiro News, Folha de Taboleiro, O grito, Diário de Taboleiro Grande entre outros, sempre descartados com uma grande risada de ironia, já que não nos parecia cair bem o nome, então, nasceu O Taboleirense. Encontrado o nome, fomos nos debater com o layout e por fim o colunamento. As primeiras edições foram impressas em folha A4 e lembro-me que Vágner contemplava o primeiro impresso como se fosse uma criança que havia recebido de presente o brinquedo que sempre desejou ter.
Surgiu à oportunidade de Vágner Bessa ir a Fortaleza, conhecer a redação do Jornal O Povo e aprender alguma coisa a mais do que a gente sabia sobre jornal e dessa viagem surgiu o novo formato em folha A3, outra alegria. As idéias iam surgindo e nós as colocando em prática, os primeiros colaboradores começaram a não se interessarem mais, chegou edição que Vágner tirava do próprio bolso para bancar um certo número de impressões.
Passamos momentos difíceis, pressão mesmo, houve quem chegasse a dizer que jornal era coisa de oposição, ora, onde já se viu, não tínhamos nenhuma intenção política, mais quem só respira política, ou politicalha, conseguiu enxergar isso, mais dificuldades, veio à eleição do Conselho Tutelar, achando que estávamos brindando a sociedade e os candidatos com um debate, fomos surpreendidos com a não aceitação do debate por parte dos candidatos que não se julgaram capazes de responderem duas perguntas que pretendíamos fazer a cada um e o pior, fomos jogados de forma covarde contra a população, eu dizia: calma amigo, isso passa, não é possível vivermos sempre assim e eu tinha razão passou e rimos muito.
Os apoios a cada edição diminuíam mais e mais e fomos buscar forças fora e conseguimos revigorarmos através do reconhecimento fora da cidade que estávamos tentando levar o nome dela longe, ai descobrimos que “Santo de casa não obra milagre”. Itaú e Severiano Melo nos recebeu bem, éramos tratados por lá como celebridades, com direito até a citação quando se tratava de reunião nas câmaras municipais e rádios, aqui poucas vezes fomos convidados. Não foram poucas às vezes que Vágner Bessa me perguntava: Quando será que esse povo vai entender que estamos querendo zelar pelo bem deles? Por que vêem o mal onde só existe o bem?
Enfim, as coisas davam sinais que iriam melhorar aqui e realmente na última edição aconteceu a maior tiragem do Jornal O Taboleirense, que não deu para quem quis, Vágner vivia dizendo que tinha ficado sem o dele e eu tinha ficado de levar um que tinha sobrado e nunca levei, não deu tempo.
Sexta-feira, lá na escola, Vágner Bessa, espontaneamente fez uma espécie de retrospectiva e falou do tempo de garoto inconseqüente que era e sábado a tarde veio me trazer umas frutas e marcamos de ir fechar uma reportagem no sítio, conversamos por uns 20 minutos e eles saiu. Foi a última vez que o vi com vida. Na madrugada do domingo das mães, recebo a notícia que ele havia sido assassinado e não compreendo, por que quando ele era inconseqüente isso não aconteceu e depois de amadurecido isso veio acontecer? A morte não tem explicação.
Não era isso que queria escrever hoje, o texto que eu vinha treinando era para 1º aniversário o que não aconteceu. Lamentável! Não era isso o combinado.
Por volta das 16 horas, o corpo do redator-chefe do Jornal O Taboleirense deixou sua residência e foi levado para a missa de corpo presente na igreja. Ali, já era grande o número de pessoas que acompanhavam.
A igreja ficou lotada quando o corpo adentrou, familiares, parentes e amigos queriam vê Vágner pela última vez. A emoção era forte demais.
A saída da igreja foi marcada por muita gente, que praticamente lotou a praça em cortejo ao corpo.
À medida que ia avançando em direção ao cemitério, as pessoas deixavam as calçadas e acompanhavam o cortejo, uma verdadeira multidão saiu as ruas de Taboleiro Grande para acompanhar o enterro de Vágner Bessa.
No cemitério, muita gentetanto por dentro, quanto por fora, as pessoas subiram nas paredes do cemitério para dar o último adeus a Vágner Bessa.
Entre as expressões do primarismo, no mercado das paixões humanas, destaca-se com realce a violência, espalhando angústia e dor.
Remanescente dos instintos agressivos, ela estiola as mais formosas florações da vida, estabelecendo o caos.
Em onda volumosa arrasa, deixando destroços por onde passa, alucinada...
...Na raiz da violência encontra-se a falta de desenvolvimento do senso moral, que o espírito aprimora através da educação, do exercício dos valores éticos, da amplitude de consciência.
Atavismo cruel, demora de ser transformada em ação edificante, face às suas vinculações com os reflexos instintivos do período animal, que se prolongam, perturbadores.
Não apenas gera aflição, quando desencadeada, como também provoca reações equivalentes em sucessão quase incontrolável, arrebentando tudo quanto se lhe opõe no percurso destrutivo.
Todo o empenho em favor da preservação dos valores morais deve ser colocado a serviço da paz, como antídoto à força devastadora da violência...
...A violência é adversária do processo de evolução, fomentadora da loucura. Quem lhe tomba nas garras exaure-se, e, sem forças, termina no abismo do auto-aniquilamento ou do assassínio...
...A violência, de qualquer natureza, é atraso moral, síndrome do primitivismo humano remanescente...
...A ira é fagulha que ateia o fogo da violência. A cólera é combustível que a mantém, e o ódio é labareda que a amplia...
...Pensa em Jesus, e, em qualquer circunstância, interroga-te como Ele agiria, se estivesse no teu lugar. Tentando-o, lograrás imitá-lO, fazendo como Ele, sem nenhuma violência.
Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL, 1994.
O texto acima retrata com muita propriedade esse momento, pois este episódio é fruto da mais pura violência, ora instalada nos corações da humanidade. A forma cruel e traiçoeira que Wagner teve sua vida ceifada, nos leva a crer que o tresloucado assassino, não compreende o verdadeiro valor da vida, e muito menos, sabe que apenas Deus, inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, tem o poder de decidir quando e quem deve morrer.
No entanto, faz-se mister, unirmos os nossos pensamentos à espiritualidade superior, e rogar ao bom Deus, que nos ajude a encarar este momento de dor e sofrimento, com serenidade e resignação.
Não gostaria de estar aqui nessas circunstâncias, pois progamara com Wagner e João Moacir, um encontro para selarmos, de vez, a nossa amizade.
Gostaria mesmo era de estar dando um grande e sincero abraço em Wagner Bessa. Porém, como isso não é possível, dou em seu/nosso amigo, João Moacir.
Por volta das 10 horas o corpo de Vágner Bessa, que foi assassinado barbaramente (vê matéria abaixo), chega em sua residência. Muita gente foi até a casa dele para visitar, além do pessoal da cidade, colegas da universidade, e de outras cidades também estão presente. Desde a hora que aconteceu o crime que a polícia está em diligência na tentativa de prender o criminoso, tarefa difícil, tanto pelo pequeno contingente policial, como pela incerteza da direção que o assassino tenhatomado. O blog do Jornal O Taboleirense, criado recentemente por Vágner Bessa, já recebeu várias mensagens hoje www.otaboleirense.zip.net
ASSASSINADO REDATOR CHEFE DO JORNAL O TABOLEIRENSE
Francisco Vagner Bessa Pessoa, foi assassinado por volta da meia noite deste sábado com várias perfurações de faca peixeira. As primeiras informações que chegam dão conta que após uma discussão, o criminoso foi em casa se armou e esperou Vágner perto da casa dele e cometeu o crime. Vágner ainda foi socorrido, retirado para Pau dos Ferros e não resistindo aos ferimentos veio a óbito.
Vágner Bessa, como era mais conhecido, fazia Faculdade de Letras, trabalhou como professor na Escola Municipal Abraão Cavalcante Bessa, atualmente trabalhava comigo na secretaria da referida escola, era também recenseador do IBGE e idealizador, fundador e redator chefe do Jornal O Taboleirense.