Abortar, jamais
Um grupo em especial está cheio de alegria, acreditando que o paraíso na área da saúde poderá ser instalado em breve: é o dos que defendem a legalização do aborto. Alegam que só assim as mulheres que por ele optarem, deixarão de fazê-lo em clínicas clandestinas. Têm certeza de que todas serão bem atendidas em hospitais bem equipadas e com médicos sempre à disposição. Ledo engano. Para uma simples consulta, as classes menos favorecidas quando precisam do atendimento da saúde pública, muitas vezes são submetidas a situações humilhantes, enfrentando filas intermináveis, imagine para a prática equivocada do aborto. Um grupo mais radical diz que a mulher tem o direito de decidir sobre o seu corpo. Bem dito, mas não raciocinado. Sobre SEU corpo, mas não sobre o corpo do novo ser que carrega nas suas entranhas, pois o direito à vida, conforme nos instruem os Benfeitores Espirituais, é o primeiro, de todos os direitos naturais do homem.
Podendo trazer conseqüências desastrosas, eis que um novo plebiscito está em vias de ser colocado nas mãos da população: contra ou a favor do aborto. E aí começa a grande dúvida para muitos. Quando começa a vida? Para a Doutrina Espírita não há dúvidas. Asseguram-nos os Espíritos Superiores que a união da alma com o corpo, se dá no instante da concepção. Nessa ocasião, o Espírito designado para habitar esse corpo, liga-se a ele por um laço fluídico, que vai se estreitando cada vez mais, até o momento do nascimento. Questionados se é crime a provocação do aborto em qualquer época da gestação, os Espíritos nos asseveram que a mãe ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por estarem com isso, impedindo uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando. Daí, concluir-se que ninguém tem o direito de decidir tirar a vida de um ser em formação.
Uma coisa que os defensores do aborto nunca comentam é o complexo de culpa em maior ou menor grau que muitas vezes se instala. Não sabem eles que, habitualmente programamos nossos companheiros de aventuras infelizes em existências anteriores, para voltarem ao nosso convívio através da bênção da reencarnação, a fim de quitarmos nossos débitos. Expulsando-os da nossa companhia através de um ato abortivo, muitas vezes a pretexto de nosso próprio conforto, reações negativas através de processos obsessivos, podem nos causar mais sofrimento e aflição, do que se estivessem conosco na experiência da vida física.
Esclarecem os Benfeitores Espirituais que somente em situações que o nascimento da criança ponha em risco a vida da mãe, é preferível preservar-se o ser que já existe. Importante deixar claro que nenhum de nós deve criticar ou condenar alguém que o tenha praticado, mas sim, oferecer apoio e oportunidade de reajuste através do redirecionamento de ações voltadas a prática do bem e da caridade. Lembremos do que asseverou Jesus: "Eu também não te condeno, vai e não tornes a pecar".
Fonte:http://www2.uol.com.br/omossoroense/240407/conteudo/francinaldo.htm
Escrito por joao do pt às 08h20
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